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02/08/11

A impossibilidade é uma condição momentânea!





“A impossibilidade é uma condição momentânea, e quem sabe disto não desiste. E nenhuma outra postura é tão instigadora de criatividade e intuição quanto o “não desistir”. O simples fato de permanecer no “jogo” abre opções que, fora dele, ao se “jogar a toalha”, obviamente não existem” (Nilton Bonder).

Conta-se de um incidente durante a Idade Média em que uma criança de um lugarejo foi encontrada morta. Imediatamente acusaram um judeu de ter sido o assassino, e alegou-se que a vítima fora usada para a realização de rituais macabros. O homem foi preso e ficou desesperado. Sabia que era um bode expiatório e que não teria a menor chance em seu julgamento. Pediu então que trouxessem um rabino com quem pudesse conversar. E assim foi feito.

Ao rabino lamuriou-se, inconsolável pela pena de morte que o aguardava; tinha certeza que fariam tudo para executá-lo. O rabino o acalmou e disse: “Em nenhum momento acredite que não há solução. Quem tentará você a agir assim é o próprio Sinistro, que quer que você se entregue à idéia de que não há saída”. “Mas o que devo fazer?”, perguntou o homem angustiado. “Não desista. E lhe será mostrado um caminho inimaginável”.

Chegado o dia do julgamento, o juiz, mancomunado com a conspiração para condenar o pobre homem, quis ainda assim fingir que lhe permitiria um julgamento justo e uma oportunidade para que demonstrasse sua inocência. Chamou-o e disse: “Já que vocês são pessoas de fé, vou deixar que o Senhor cuide desta questão: vou escrever num pedaço de papel a palavra “inocente” e no outro “culpado”. Você escolherá um dos dois e o Senhor decidirá seu destino”.

O acusado começou a suar frio, sabendo que aquilo não passava de uma encenação e que iriam condená-lo de qualquer maneira. E tal qual previra, o juiz preparou dois pedaços de papel que continham ambos a inscrição “culpado”. Normalmente diria que as chances de nosso acusado acabavam de cair de 50% para rigorosamente 0%. Não havia nenhuma chance estatística de que ele viesse a retirar o papel contendo a inscrição “inocente”, pois o mesmo não existia.

Lembrando-se das palavras do rabino, o acusado meditou por alguns instantes e, com o brilho nos olhos avançou por sobre os papéis, escolheu um deles e imediatamente o engoliu. Todos os presentes protestaram: “O que você fez? Como vamos saber agora qual o destino que lhe cabia?”. Mais que prontamente respondeu: “É simples. Basta olhar o que diz o outro papel, e saberemos que escolhi seu contrário”.

Cláudio Chiminazzo, eu nunca vou esquecer por tudo que fez por mim! Você foi a força no momento que eu mais precisei! que Deus te abençõe por tudo!

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